Oficina incentiva uso consciente e criativo de redes sociais e alunos produzirão curtas-metragens gravados com celular
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2025, 89% da população brasileira com mais de 10 anos, cerca de 167 milhões de pessoas, possuíam um telefone celular para uso pessoal e o seu uso tem sido debatido por especialistas em longa escala.
O projeto Educação em Cena, desenvolvido em Uberlândia, traz uma proposta em que, no lugar de apenas consumir vídeos e navegar pelas redes sociais, o aparelho de telefone celular seja usado para contar histórias próprias dos participantes. Para a idealizadora do projeto, Ady Torres, é uma forma de incentivar o uso consciente e criativo do celular.
Neste ano, o projeto, viabilizado pela Lei Estadual de Incentivo à Cultura (Leic) e pelo Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Pmic), com apoio da Close Comunicação e da Sociedade Médica de Uberlândia, atenderá 180 participantes em oito instituições de Uberlândia que atendem crianças, jovens, adultos ou idosos.
Os participantes serão divididos em nove turmas e terão oficinas de roteiro, gravação e edição de vídeos, passando pelas diferentes etapas da produção de um curta-metragem e para isso usarão ferramentas disponíveis no próprio celular.
Produção
A proposta do Educação em Cena é que mais do que aprender técnicas de audiovisual, os participantes deixam o papel de espectadores para assumir o protagonismo na criação dos próprios conteúdos. A proposta envolve participação nas decisões, construção de narrativas e descoberta de diferentes formas de expressão.
Nesse processo, o celular ganha novos significados. O aparelho, já incorporado à rotina, passa a funcionar também como câmera, ferramenta de aprendizado e instrumento de expressão. Com ele, os participantes podem registrar e compartilhar histórias, experiências e diferentes olhares sobre a realidade em que estão inseridos.
A produção dos 13 curtas também estimula o trabalho coletivo. Da definição da ideia à edição final, os alunos precisam dialogar, pesquisar, tomar decisões e dividir responsabilidades, transformando o processo audiovisual em uma experiência de criação conjunta.
Diversidade
O Educação em Cena atende diferentes faixas etárias e usa ferramentas acessíveis para aproximar o audiovisual de pessoas que, muitas vezes, não teriam contato com equipamentos profissionais ou cursos específicos da área.
A programação inclui ainda palestras com profissionais do audiovisual e das plataformas digitais. Entre os temas está Educação e Redes Sociais, que aborda possibilidades de utilização das plataformas de maneira consciente, educativa e criativa.
Além do aprendizado técnico, as atividades trabalham competências como criatividade, pesquisa, comunicação, autonomia e trabalho em equipe. A ideia é que a tecnologia seja compreendida não apenas como meio de consumo, mas também como possibilidade de produção de conhecimento, expressão e narrativa.
Os 13 curtas-metragens produzidos ao longo do projeto serão exibidos nas próprias instituições participantes e também em uma mostra, reunindo as produções desenvolvidas pelas diferentes turmas.
Quem Participa
O projeto é desenvolvido em diferentes instituições de Uberlândia, com encontros semanais e atividades direcionadas a públicos de diferentes faixas etárias.
Pela LEIC, são realizados 20 encontros, somando 40 horas-aula em cada instituição. As atividades acontecem no Centro de Formação Ticote, no bairro Tibery, no Sesc Uberlândia, no bairro Aparecida; no Lar Espírita Maria Lobato de Freitas, no bairro Laranjeiras e no Grupo Assistencial Caminheiros da Luz, no bairro Morada Nova.
Já por meio do PMIC, são realizados oito encontros, somando 16 horas-aula por instituição. As atividades são desenvolvidas nas Creches Comunitárias Associadas de Uberlândia, no bairro Planalto; na Missão Esperança, no bairro Jardim Brasília; na Associação Desenvolvendo Vida e Missão (Advem), no bairro Jardim Califórnia e na Ação Moradia, no bairro Morumbi.
Com atividades distribuídas por diferentes regiões da cidade, o projeto aproxima públicos diversos da linguagem audiovisual e amplia as possibilidades de acesso à produção cultural e ao uso criativo da tecnologia.
Equipe do projeto

Idealizadora e direção geral: Ady Torres | Assessoria de imprensa: Cristiane Guimarães | Oficineiros: Danilo Henriques e Jack Allek | Editor e oficineiro: Danilo Vieira | Gestão de comunicação e palestrante | Janaina Moura | Oficineiros e palestrantes: Leandro Teixeira, Nara Sbreebow e Marco Paraná | Produção e oficineira: Mari Lourenço | Consultora em acessibilidade: Priscila Gadelha | Direção de arte e designer: Rafael Malucelli | Coordenadora das oficinas e oficineira: Taísa Machado | Editora e oficineira: Thaneressa Lima | Social media e redator: Vizu.