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Hozier faz uma estreia marcante no Brasil com seu show no Lollapalooza

O clima dos festivais de pop e rock tomou conta do Brasil novamente em março com o Lollapalooza. Foram três dias (22, 23 e 24) de shows nacionais e internacionais em quatro palcos espalhados pelo Autódromo de Interlagos, em São Paulo. O Uberground esteve no festival a convite da banda King Gizzard, por meio do site do jornalista Igor Miranda. Lá, vocês podem conferir as resenhas dos shows de King Gizzard, Pierce The Veil no Palco Alternativo e Limp Bizkit no Palco Samsung Galaxy.

Aqui, separei para vocês alguns destaques deste sábado, 23 de março, que começou nublado e seguiu assim até a noite, com momentos de garoa e uma chuvinha mais forte. Mas nada que um bom par de botas e uma capa de chuva não resolvessem. Para os mais animados, a “lammapalooza” virou uma atração à parte.

Amen, Hozier!

Hozier fez neste sábado (23), seu primeiro show no Brasil no Lollapalooza (Adreana Oliveira)

O clima parecia colaborar para o show que surpreendeu pelo talento, simpatia e profissionalismo de Hozier. Em sua estreia nos palcos brasileiros, o cantor e compositor irlandês subiu ao palco ao entardecer, com o sol se destacando entre as nuvens.

Vestindo uma jaqueta marrom sobre uma camisa branca, calça preta e tênis branco, Hozier subiu ao palco com os cabelos parcialmente presos. Começou o show com “Eat Your Young”, mas não antes de ouvir o coro da plateia gritar “lindo, tesão, bonito e gostosão”, para honrar o clima de estádio de futebol que eventualmente aflorava nos festivais.

Com 34 anos, três álbuns lançados – “Hozier” (2014), “Wasteland, Baby!” (2019) e “Unreal Unearth” (2023) – e acompanhado por seis músicos e duas backing vocals, Hozier agradou com canções de todos os seus discos. Ele ainda falou algumas palavras em português, sendo que a frase “E aí, bão” chamou a atenção da repórter. Pelo jeito, Hozier andou conversando com algum mineiro durante sua breve estadia no Brasil. Deixou claro o quanto estava ansioso para se apresentar aqui, fazendo a alegria dos fãs que, com certeza, esperam um breve retorno.

A voz grave de Hozier é hipnotizante em alguns momentos, e ele soube cativar a plateia, que parecia dividida entre fãs ardorosos e aqueles que estavam ali para conferir outras atrações, mas não conseguiam desviar os olhos do palco.

Em “Cherry Wine”, todos os músicos saíram de cena e Hozier fez uma performance mais intimista, que foi um dos momentos mais marcantes da noite. No entanto, o ápice do show veio com o clássico “Take Me to Church”, um poderoso hino de protesto contra a homofobia. Já com a jaqueta aberta e os cabelos soltos, Hozier desceu do palco para se aproximar dos fãs mais próximos, cantando com eles. Em resumo, um show que já valeu o rolê inteiro.

Foto da capa: Reprodução Facebook Hozier

Oh no, Jared!

Enquanto Hozier teve seu momento de “estádio de futebol” em seu show, não se pode dizer o mesmo do Thirty Seconds to Mars. Esta era a atração que mais aguardava desde o anúncio do line-up do festival. No entanto, aquela hora se arrastou, como uma mistura entre uma partida de futebol e um desfile de carnaval. A maior parte do público não compartilhou dessa opinião, afinal, Jared Leto e companhia foram apoteóticos, majestosos… mas ainda assim, o show passou um pouco do ponto. Com álbuns que ouvi exaustivamente e músicas que são grandes hinos para os fãs mais fiéis, eles se bastariam só pela música.

O Último Encontro

“Diversão” abre o show dos Titãs na despedida da turnê “Encontro” (Adreana Oliveira)

Depois de lotar estádios em todo o Brasil, o Titãs encerrou a turnê “Encontro” no Lollapalooza. Nada mais justo, dada a importância dessa banda no cenário musical brasileiro, cuja trilha sonora de muitas vidas foi executada ali por seus criadores em alto e bom som.

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