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Andréa Beltrão protagoniza ‘Lady Tempestade’, que chega a Uberlândia no final de semana

Em novembro de 2016, Andréa Beltrão celebrava os 40 anos de carreira no teatro com seu primeiro monólogo, “Antígona”, uma tragédia grega dirigida no Brasil por Amir Haddad. Sete anos depois, em 2023, era natural que a atriz quisesse sair um pouco do drama, buscar uma personagem mais leve. Porém, a história, às vezes, fala mais alto que o próprio desejo do artista. Foi por meio da diretora Yara de Novaes que Andréa conheceu a história de Mércia Albuquerque, cujos diários inspiraram outro monólogo, “Lady Tempestade”, em cartaz neste final de semana, no sábado (12) e domingo (13), no Teatro Municipal.

Mércia Albuquerque, que faleceu em 2003, aos 68 anos, deixou uma história de luta e justiça para mais de 500 presos políticos do período da ditadura militar no Brasil. A pernambucana se viu em uma missão e esta missão está detalhada em seus diários, que deram origem à peça que estreou em janeiro de 2024 e já passou por Rio de Janeiro (RJ), Porto Alegre (RS), São Paulo (SP), Recife (PE) e Belo Horizonte (MG). Uberlândia é a primeira cidade do interior a receber o espetáculo.

No espetáculo, que tem dramaturgia de Sílvia Gomes, Andréa Beltrão vive A., uma mulher que recebe os diários de Mércia e fica tão impactada a ponto de mergulhar nessa história. Em entrevista ao programa “Roda Viva”, da TV Cultura, a atriz revelou que até buscava um personagem mais leve, mas foi impossível escapar de “Lady Tempestade” (assista abaixo).

Andréa Beltrão em entrevista ao “Roda Viva”, da TV Cultura (Reprodução YouTube Roda Viva)

Nos diários, escritos no período mais duro dos anos de chumbo, na década de 1970, Mércia conta em detalhes as lutas que precisou travar contra o Estado para defender centenas de presos. Narra, principalmente, a angústia de acolher mães de filhos desaparecidos no apartamento 52 do Edifício Ouro, centro do Recife, onde morava.

“Lady Tempestade” propõe uma escuta profunda das vozes que resistiram e ainda ecoam. Para Andréa Beltrão, o espetáculo ajuda a trazer o tema para os dias atuais e leva a plateia a refletir sobre memória, justiça e reparação das violências do Estado no Brasil.

Assim como o filme brasileiro que trouxe o primeiro Oscar para o país, “Ainda Estou Aqui”, contou a história de Eunice Paiva para um público gigantesco, “Lady Tempestade” honra a história de Mércia Albuquerque e não deixa esse passado ser esquecido.

Em material de divulgação para a imprensa, Andréa Beltrão comenta:

Uma coisa maravilhosa é quando você consegue pegar um assunto desse e transformar em um super filme ou numa super peça, num super livro, porque é assim que esse tipo de assunto chega bem, te abala, tira um pouco a sua certeza, muda tua paisagem. Eu acho que só o teatro e o cinema para pegar um assunto tão difícil e colocar ele, para que a gente possa pensar.

Aos 61 anos, 49 de carreira, Andréa Beltrão é atriz de teatro, TV e cinema reconhecida com prêmios como o Grande Otelo, dois APCA, três Prêmios Shell e indicação a um Emmy Internacional de Melhor Atriz por seu papel na minissérie “Hebe: A Estrela do Brasil” (2020). No teatro, sua estreia foi em “O Auto da Compadecida” (1976), no papel de João Grilo. São várias suas personagens na televisão brasileira, mas uma em especial tem lugar garantido na geração que estava diante das telinhas nos anos 80, a jornalista Zelda Scott, da série “Armação Ilimitada” (1985). Também atua como produtora e diretora.

“Lady Tempestade” chega a Uberlândia dentro da programação do projeto “Uberlândia na Rota das Culturas”.

Foto da capa: Felipe Oliveira

SERVIÇO

O QUE: espetáculo teatral “Lady Tempestade”
ONDE: Teatro Municipal de Uberlândia (Av. Rondon Pacheco, 7.070)
QUANDO: sábado, 12 de julho, às 17h e 20h e domingo, 13 de julho, às 17h
DURAÇÃO: 70 minutos
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 12 anos
INGRESSOS: R$ 160 (inteira), R$ 80 (meia-entrada) e R$ 42 (cota popular) + taxas pelo site
Megabilheteria – ou sem taxas nos pontos físicos de venda: Loja Inclusive Brechó (Av. Cesário Alvim, 396, Centro) e Escola Supera Ginástica Para o Cérebro (Av. Raulino Cotta Pacheco, 307, Osvaldo Rezende)

QUEM FAZ O ESPETÁCULO ACONTECER

Direção: Yara de Novaes | Elenco: Andréa Beltrão| Dramaturgia: Silvia Gomez | Cenografia: Dina Salem Levy | Desenho de luz: Sarah Salgado e Ricardo Vívian | Figurinos: Marie Salles | Criação e operação de trilha sonora: Chico Beltrão | Desenho de som: Arthur Ferreira | Assistente de direção: Murillo Basso | Assistente de cenografia: Alice Cruz | Identidade visual: Fábio Arruda e Rodrigo Bleque (Cubículos) | Fotografia: Nana Moraes | Assessoria de Comunicação: Vanessa Cardoso (Factoria Comunicação) | Assessoria de Imprensa: Daniella Cavalcanti | Produção: Boa Vida e Quintal Produções | Direção de produção: Verônica Prates | Coordenação de projetos: Valencia Losada | Produção executiva: Camila Camuso | Produção local: Uberlândia na Rota das Culturas – Carlos Guimarães e Maíra Pelizer | Assessoria de imprensa local: Cristiane Guimarães

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