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‘Uma Batalha Após a Outra’ sai consagrado do Oscar 2026; confira os vencedores

Na noite deste domingo (15), a Academia de Cinema de Hollywood encerrou a 98ª edição do Oscar com grandes surpresas e recordes. O brasileiro “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, que fez história ao conquistar quatro indicações (melhor filme, melhor ator com Wagner Moura, melhor filme internacional e melhor seleção de elenco, saiu da cerimônia como símbolo da força do cinema nacional, mesmo sem levar trazer uma estatueta para casa.

Entre os campeões da noite, “Uma Batalha Após a Outra” superou com seis prêmios “Pecadores”, recordista de indicações com 16, enquanto “Hamnet: A vida antes de Hamlet” também brilhou em categorias de peso. A cerimônia, apresentada novamente por Conan O’Brien, reforçou o clima de celebração e irreverência que marcou a edição de 2025.

Confira a lista de premiados

Melhor filme: “Uma Batalha Após a Outra”

Fotografia: “Pecadores”

Direção: Paul Thomas Anderson (“Uma Batalha Após a Outra”)

Atriz: Jessie Buckley (“Hamnet: A Vida Antes de Hamlet”)

Ator: Michael B. Jordan (“Pecadores”)

Efeitos visuais: “Avatar: Fire and Ash”

Animação: “Guerreiras do K-Pop”

Som: “F1”

Montagem: “Uma Batalha Após a Outra”

Documentário: “Mr. Nobody Against Putin”

Direção de arte: “Frankenstein”

Canção original: “Golden” (“Guerreiras do K-Pop”)

Filme internacional: “Valor Sentimental” (Noruega)

Figurino: “Frankenstein”

Seleção de elenco: “Uma batalha após a outra”

Ator coadjuvante: Sean Penn (“Uma batalha após a outra”)

Roteiro original: “Pecadores”

Roteiro adaptado: “Uma batalha após a outra”

Curta-metragem com atores: “The Singers” e “Two People Exchanging Saliva”

Animação de curta-metragem: “The Girl Who Cried Pearls”

Documentário em curta-metragem: “All the Empty Rooms”

Trilha sonora original: “Pecadores”

Atriz coadjuvante: Amy Madigan (“A Hora do Mal”)

Maquiagem e cabelo: “Frankenstein”

Destaques da Cerimônia

Michael B. Jordan: Melhor Ator (HBO/Max/Reprodução)

Ao som de ‘Sabotage’, do Beastie Boys, Conan O´Brien chegou ao palco do Dolby Theater, em Los Angeles. Na montagem que transpassou por vários indicados, ele, caracterizado como Gladys Lilly, personagem de Amy Madigan em ‘A hora do mal’, como em uma das cenas mais emblemáticas do filme de terror.

O apresentador destacou que mais de 30 países estão representados nesta edição e como essa arte é importante para o mundo.

“Todos trabalham muito para fazer algo bonito, hoje estamos paciência, resiliência e a qualidade mais rara nos dias de hoje, o otimismo. Vamos comemorar não porque achamos que está tudo bem mas porque acreditamos e esperamos pelo melhor”, disse O´Brien.

E não é que Gladys, ou melhor, Amy, foi a primeira premiada da noite? A atriz, indicada há 40 anos por ‘Duas Vezes na Vida’, recebeu a primeira estatueta da noite na categoria Melhor Atriz Coadjuvante.

Outro marco na cerimônia foi o empate em uma categoria, algo que só havia acontecido seis vezes em 98 edições. Agora são sete. Na categoria Curta-Metragem Com Atores o prêmio foi entregue para “Os Cantores” e “Duas Pessoas Trocando Saliva”.

O segundo, uma produção francesa, teve um momento saia justa na cerimônia. Durante a fala do diretor Alexandre Singh, cortaram o áudio. O apresentador Conan O´Brien comentou que até para uma cerimônia cronometrada como o Oscar, isso era demais.

Autumn com o Oscar de Melhor Fotografia (Reprodução HBO/Max)

E “Pecadores” foi reconhecido em uma categoria que tinha a torcida brasileira. Adolpho Veloso concorreu a na categoria Fotografia com “Histórias de Trem”. E se ele tinha que ‘perder’ pra alguém que fosse pra ela: Autumn Durald Arkapaw. A primeira mulher negra indicada e agora vencedora na categoria.

“Quero que todas as mulheres aqui se levantem porque eu não cheguei aqui sozinha”.

Depois de ser aplaudida de pé por todos, ela ainda compartilhou seu Oscar com todas ali no auditório.

Jessie Buckley ficou com o Oscar de Melhor Atriz por seu papel em “Hamnet” e dedicou o Oscar à sua família e à filha de oito meses. “Dedico esse prêmio ao caos que é o coração das mães”.

Com o Oscar de Melhor Filme, “Uma Batalha Após a Outra” foi consagrado com seis prêmios. “Não existe melhor filme, existe um momento”, disse o diretor Paul Thomas Anderson. Ele também convidou a equipe para tomar um Martini… Aqui no Brasil, a expectativa era pela caipirinha.

O mais brasileiro dos Oscars

Por mais que não tenha saído de Los Angeles com nenhuma estatueta, “O Agente Secreto” proporcionou um momento histórico para o Brasil com suas quatro indicações. O longa de Kleber Mendonça Filho, estrelado por Wagner Moura, manteve o Brasil no circuito internacional da sétima arte e depois do Oscar de “Ainda Estou Aqui”, Hollywood pode se acostumar com a presença brasileira na premiação.

O diretor de Elenco Gabriel Domingues é apresentado por Wagner Moura (HBO/Max/Reprodução)

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