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Humberto Gessinger retorna a Uberlândia em turnê que celebra dois acústicos do Engenheiros do Hawaii

Vídeo de divulgação da turnê “Acústicos Engenheiros do Hawaii”, de Humberto Gessinger

Humberto Gessinger está em turnê novamente, com agenda cheia até dezembro. O compositor, vocalista e multi-instrumentista revisita os dois álbuns acústicos de uma das maiores bandas do rock brasileiro: Engenheiros do Hawaii. A “Revendo o Que Nunca Foi VisTour” chega a Uberlândia neste sábado (2), com show no Castelli Master. A abertura dos portões está prevista para as 21h, e ainda há ingressos.

Em 2025, completam-se 40 anos do início da carreira de Gessinger com os Engenheiros, cuja formação mais clássica contava com ele no baixo e nos vocais, Carlos Maltz na bateria e Augusto Licks na guitarra. Entre 1986 e 2003, foram lançados 12 álbuns de estúdio e cinco ao vivo. Entre eles, “Acústico MTV Engenheiros do Hawaii” (2004) e “Acústico Novos Horizontes” (2007), que servem de base para o repertório da nova turnê.

O público pode se preparar para cantar junto clássicos como “Infinita Highway”, “Simples de Coração”, “3×4”, “Toda Forma de Poder”, “Refrão de Bolero”, “Piano Bar” e “O Papa é Pop”, entre outros.

A banda que acompanha Gessinger na turnê é formada por Felipe Rotta (violão), Fernando Peters (baixo), Paulinho Goulart (acordeon) e Rafael Bisogno (bateria).

Registro do “Acústico MTV Engenheiros do Hawaii” em Uberlândia, em 2005 (Adreana Oliveira/Uberground)

Além dos Engenheiros, a carreira de Gessinger é marcada por outro projeto que, apesar de breve, deixou sua marca: o duo Pouca Vogal, ao lado de Duca Leindecker, que lançou dois álbuns entre 2008 e 2009. O gaúcho, que completa 62 anos em dezembro, também lançou quatro álbuns solo e escreveu cinco livros.

Gessinger em show do Pouca Vogal, em Uberlândia, em 2012 (Adreana Oliveira/Uberground)

Gessinger já conhece bem o calor do público uberlandense, que o acompanha desde o início dos anos 90, em turnês dos Engenheiros, depois com o Pouca Vogal e sua carreira solo. Algumas delas acompanhadas por esta repórter, foram sempre marcadas por performances irretocáveis. Há exatos 11 anos, ele esteve na cidade com a turnê “Insular” (leia resenha abaixo). Por isso, o reencontro desta noite promete ser marcado pela emoção de fãs saudosos, cantando tudo a plenos pulmões.

Humberto Gessinger na turnê “Insular”, em Uberlândia, em 2014 (Adreana Oliveira/Uberground)

SERVIÇO

O QUE: “Revendo o Que Nunca Foi VisTour”
QUEM: Humberto Gessinger
LOCAL: Castelli Master (Av. Lidormira Borges Do Nascimento, 6.000 – Shopping Park)
QUANDO: sábado, 2 de agosto
HORÁRIO: 21h (abertura dos portões) 23h (show)
INGRESSOS: de R$ 130 a R$ 360 (mais taxas) disponíveis para compra aqui ou na bilheteria do Castelli no dia do show (sujeito a lotação e alteração de valores)
CLASSIFICAÇÃO: 18 anos

HUMBERTO GESSINGER – INSULAR – UBERLÂNDIA, AGOSTO DE 2014*

A passagem de Humberto Gessinger por Uberlândia foi quase relâmpago. O músico gaúcho chegou pouco mais de uma hora antes do início do show e partiu na mesma noite de volta pra casa depois de shows em Brasília, Goiânia e aqui, na princesa do Cerrado.

Antes de subir ao palco, recebeu cerca de 20 fãs, fez algumas fotos com muita simpatia e assinou uma série de capas de livros e discos. E vamos ao que interessa. É hora do show.

Apesar de rápida a passagem de HG por Uberlândia, cidade onde já se apresenta desde a época de Engenheiros, foi marcante. Particularmente, não me recordo de ver o vocalista tão solto no palco. Com o repertório do 20º disco, “Insular” e canções dos Engenheiros ele interagia o tempo todo com Rafa Bisogno (bateria) e Esteban Tavarez (guitarra), que também fez alguns vocais como em “Somos quem podemos ser”.

Humberto está muito à vontade com o baixo que dominga movimentando para os lados, para cima e para baixo enquanto os cabelos esvoaçantes cobrem seu rosto. O músico agradece ao público, fala do novo trabalho e, por tudo que foi apresentado, o DVD “Insular”, que foi gravado em maio em Belo Horizonte e deve sair ainda neste ano, vai ser realmente, foda. Ousei fazer alguns registros amadores para complementar essa reportagem, mas antes mesmo do lançamento já recomendo o DVD, se você perdeu o show aqui.

PÚBLICO

O público foi o quarto componente da banda de HG em Uberlândia. Deu um show cantando praticamente todas as músicas e saudando o ídolo ao final de cada canção, ali, do seu espaço, na plateia. Sejamos sinceros: o palco não é para todos. Não é à toa que o sucesso também não.

Por pouco o comportamento de uma pessoa não compromete a diversão e outras milhares. HG deu um show de profissionalismo ao permanecer no palco e retomar a canção “Piano Bar”, em um momento bem intimista, após ter seu espaço violentamente invadido por alguém que, duvido, ser realmente uma fã. O verdadeiro fã, acima de tudo, respeita seu ídolo. E veja o palco como a casa dele, por isso, você só deve entrar se for convidado.

BOM COMEÇO

O show de Humberto Gessinger marcou o primeiro ano de atividade da Sexta Ceva em Uberlândia e a reabertura do Rock N´Beer. Segundo os sócios, novos shows desse porte devem acontecer a cada três meses. Por ser o primeiro, se saíram bem. Shows pontuais – um palco externo contou com shows de Postielka, Rammer e Renato Quase Russo – tranquilidade para circular no espaço e praticamente a ausência de filas marcaram a noite. Tranquilidade para entrar e sair e um som de qualidade. Que venham outros se não assim, melhores.

*Resenha originalmente publicada na coluna Novo Som, assinada por esta jornalista, no jornal Correio de Uberlândia

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