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Imagine Dragons volta ao Brasil em outubro e inicia turnê por Belo Horizonte, passa por Brasília e São Paulo, confira os detalhes e relembre o primeiro show da banda no país, há 11 anos

O Imagine Dragons tem um público apaixonado no Brasil — e pode-se dizer que é recíproco. Desde sua primeira apresentação no país, em 2014, no festival Lollapalooza, a banda faz questão de incluir o Brasil em suas turnês. Em outubro, o grupo de Las Vegas retorna pela sétima vez, com shows da turnê “LOOM” marcados para Belo Horizonte (MG), Brasília (DF) e São Paulo (SP). A realização é da Live Nation.

A capital mineira será a primeira a receber o Imagine Dragons, no domingo, 26 de outubro, no estádio do Mineirão. Os ingressos variam de R$ 270 a R$ 1.800 — esse último valor corresponde à entrada inteira para o setor “pit”, bem em frente ao palco (mesma configuração em todas as cidades brasileiras). Em seguida, a banda se apresenta em Brasília, na Arena BRB Mané Garrincha, na quarta-feira, 29 de outubro, com ingressos a partir de R$ 230. A turnê pelo Brasil se encerra em São Paulo, no estádio MorumBIS, na sexta-feira, 31 de outubro, com ingressos a partir de R$ 245.

Para quem não precisa se preocupar em quantas vezes vai parcelar o ingresso no cartão de crédito, tem opções de pacotes VIP. Um deles passa de R$ 43 mil e entre o que está incluso no pacote uma foto no palco antes do show (sem a banda) e uma guitarra usada na apresentação da noite autografada por todos os integrantes.

A banda costuma realizar ações para arrecadar fundos para a Tyler Robinson Foundation (TRF), uma organização sem fins lucrativos que que oferece suporte financeiro e emocional para famílias com crianças diagnosticadas com câncer. A TRF ajuda com despesas médicas, viagens, acomodações e outros custos do tratamento. Criada há 10 anos, a fundação é uma homenagem a Tyler Robinson. O Imagine Dragons conheceu Tyler por meio de uma mensagem enviada a eles pela qual os integrantes souberam que a música “It´s Time” o ajudava na terapia. Tyler faleceu aos 16 anos e o modo como encarou um diagnóstico difícil serve de lição para muita gente.

Foto da capa: Imagine Dragons by Eric Ray Davidson

SERVIÇO
O QUE: LOOM South America Tour 2025
QUEM: Imagine Dragons
SHOWS NO BRASIL: 26/10 Belo Horizonte | 29/10 Brasília | 31/10 São Paulo
INGRESSOS: Ticketmaster (pré-venda a partir de 30/06 e venda geral em 03/07)
CLASIFICAÇÃO: 16 anos – menores de 5 a 15 anos entram acompanhados pelos pais ou responsável legal

De “Night Visions” a “LOOM”: a história de amor entre Imagine Dragons e o Brasil

“Bones”, Imagine Dragons (Reprodução YouTube)

Com 17 anos de carreira, o Imagine Dragons é uma das bandas mais bem-sucedidas de sua geração, emplacando sucessos como “Demons”, “Radioactive” e “Believer”, além de “Thunder”, “Natural” e “Bones”, entre outros hits. A cada novo álbum, a audiência do grupo cresce, impulsionada tanto pela qualidade das gravações de estúdio quanto pela entrega emocional nas apresentações ao vivo. Pode ser que daqui há 30 anos “Believer” seja para os jovens da segunda metade dos anos 2000 o que é “We Will Rock You”, do Queen, para a geração 80.

A banda é carismática, existe empatia no tratamento dos integrantes com seus fãs — algo nem sempre presente no universo das grandes estrelas do rock. Dan Reynolds (vocal), Daniel Wayne Sermon (guitarra) e Ben McKee (baixo) retornam ao país pouco mais de um ano após a passagem pelo Rock in Rio, em 2024. Na ocasião, fizeram seu primeiro show no Brasil sem o baterista Daniel Platzman, que havia anunciado sua saída meses antes. Em seu lugar, está Andrew Tolman, que já havia ocupado o posto antes da entrada de Platzman, em 2011.

O grupo também se destaca por sua postura inclusiva, especialmente em relação à comunidade LGBTQIA+, tema abordado no documentário “Believer”, protagonizado por Dan Reynolds.

DISCOGRAFIA IMAGINE DRAGONS
“Night Visions” (2012)
“Smoke + Mirrors” (2015)
“Evolve” (2017)
“Origins” (2018)
“Mercury – Act 1” (2021)
“Mercury – Act 2” (2022)
“Loom” (2024)

Trailer do documentário “Believer” (Reprodução YouTube)

Em 2014, pelo jornal Correio de Uberlândia, tive a oportunidade de cobrir o primeiro show da banda no Brasil, no Lollapalooza. Era o encerramento da turnê de “Night Visions” e, em um momento emocionante, Dan, que já havia visitado o país com o pai, declarou que voltariam com o segundo álbum. E assim foi: eles retornaram não apenas com “Smoke and Mirrors”, em 2015, mas também em 2018, 2019 (sua estreia no Rock in Rio), 2023 e 2024. Naquela noite, em que o Muse era o headliner, o Imagine Dragons ainda era uma promessa — que, felizmente, virou realidade.

Resenha do show de 2014: ‘Estreantes’*

Perto do Muse, o Imagine Dragons ainda engatinha. Formada em 2008, a banda de Las Vegas vem angariando fãs em todo o mundo com o álbum “Night Visions”, lançado em 2012, que rendeu participação de canções em games, séries, filmes, comerciais de TV e afins desde então. Eu ainda não tinha uma opinião formada sobre o Imagine Dragons, principalmente por desconfiar quando o barulho em torno de uma banda é demais.

É fácil dizer que não se veem muitas bandas novas e boas no rock, mas mantive meus ouvidos abertos e os olhos atentos para o Imagine Dragons — e fiquei feliz em perceber que a geração que tem no Imagine Dragons sua primeira “paixão” encontrou uma boa banda para acompanhar. Dan Reynolds, Ben McKee, Wayne Sermon e Dan Platzman não decepcionaram. Fizeram uma belíssima apresentação, pautada no disco e com um cover de “Song 2”, do Blur. “A banda que a gente mais ama no mundo”, disse Dan, o vocalista. E ali, eles tinham a multidão nas mãos — afinal, “Night Visions” é praticamente formado por mega hits.

Ao vivo, eles são passionais e convincentes. Não falta emoção nem entrega, mesmo que o show esteja encerrando uma turnê. “Meu pai morou por dois anos no Brasil e mandou dizer que ele ama vocês, e nós também amamos. Agora vamos dar um tempo e voltaremos com nosso segundo álbum”, declarou Dan, durante o show.

“It’s Time”, “Radioactive” e “Hear Me” foram momentos apoteóticos do show, que é pautado na música, sem parafernália. O bom dos festivais como o Lollapalooza é justamente manter essa escalação variada, colocando em pé de igualdade grupos consagrados com outros que ainda estão no caminho.

*Texto originalmente publicado no jornal Correio de Uberlândia, na coluna Novo Som, assinado por esta jornalista, em 12 de abril de 2014.

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